A Terra da Garoa

 

Você sabe, toda história tem um começo. A maioria delas é bem menos épica do que os galliards dos Fianna vão te fazer acreditar e embora eu não seja particularmente contra todo o romantismo deles, é bom se manter cético às vezes. Principalmente quando esse ceticismo pode ser a diferença entre a vida e a morte.
— Grid Overload, galliard dos Andarilhos do Asfalto

São Paulo, Terra da Garoa é uma ideia que começou durante uma campanha de Lobisomem – O Apocalipse situada no meio dos anos 90. Numa mesa com cinco jogadoras e também mestras de RPG, era apenas questão de tempo até que um homebrew do cenário começasse a ser produzido.

Aqui nós vamos dividir nossas experiências, materiais e dois centavos.

Toda São Paulo da Garoa, NPCs, criaturas e espíritos foram desenvolvidas mantendo-se em mente a segunda edição de Lobisomem – O Apocalipse. Essa foi uma escolha da mesa durante o começo da campanha tanto por se tratar do material de jogo mais vasto quanto equilibrado (quando comparado à primeira e a V20). Se você pretende utilizar este material tenha isso em mente, já que o funcionamento de alguns dons (ou mesmo sua existência) difere entre as edições (você pode checar as variações entre dons no Wyrmfoe, por exemplo).

Também é importante lembrar que Lobisomem – O Apocalipse é um jogo sobre horror pessoal, onde garous morrem heróis ou vivem o bastante pra se tornarem os vilões — ou dançarem a espiral. O conflito interior entre a Fúria e a humanidade do personagem — assim como a dualidade entre Lobo e pessoa — são questões presentes o tempo todo e vitais para a construção desse homebrew. Outra coisa que consideramos extremamente indispensável foi encontrar um balanço adequado entre a nossa percepção sobre um local e a percepção média sobre o mesmo: isso influencia diretamente a presença (ou não) de espíritos e outras criaturas do Mundo das Trevas em determinadas regiões — como a White Wolf gosta de explicar em diversos momentos em seu material — e é algo bem presente no cotidiano e missões dos guerreiros de Gaia.

Mas isso tudo é só um homebrew!
Ele foi baseado em nossa experiência de jogo e necessidades de criação de material e não tem a menor pretensão de ser nada além de um ponto de vista extra sobre um cenário que gostamos e que às vezes falha em fornecer mais material sobre determinados assuntos (particularmente tudo que está abaixo da linha do Equador). Essa, aliás, é a parte mais divertida sobre jogos colaborativos: todas as coisas que enriqueçam o cenário são bem-vindas e devem ser encorajadas.

Dito isto, seja bem-vindo à nossa São Paulo, Terra da Garoa.

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